
Fugindo da nova realidade no país de origem, famílias venezuelanas estão chegando a diversas partes do Brasil e Campo Grande deve receber até 5 delas nos próximos meses. Para que os refugiados possam se estabelecer dignamente, voluntários estão preparando a chegada.
Aluguel de casas e doação de móveis, roupas e outros itens, tudo é bem vindo para ajudar quem vai começar do zero por aqui. Em Jardim, a primeira família já chegou, trazida por campanha da da A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. "Já temos uma casa alugada e alguns móveis e itens para mobiliar e equipar a casa. A ideia é deixar tudo pronto para eles chegarem”, explica o comerciante Márcio Patelli.
Além da estrutura, cursos profissionalizantes, de capacitação pessoal para busca de emprego e de ensino da língua portuguesa também serão ministrados aos venezuelanos. “É importante que eles possam se manter e se integrar aqui”, comenta. Tais cursos são periodicamente ministrados gratuitamente para moradores de Campo Grande, assim os integrantes das famílias que serão acolhidas terão oportunidade de receber instrução e se integrarem com a comunidade.
Em Jardim, a primeira família a chegar está temporariamente vivendo na residência de um dos membros da igreja. Casal e o filho de 10 anos estão hospedados desde o dia 29 de dezembro na casa do biólogo Edson Marques.
“Fiquei sabendo do programa de Bem Estar ainda em 2016. Com a crise na Venezuela piorou. Conversei com a minha esposa e decidimos receber uma família”, conta Edson.
Ao chegarem ao Brasil, por Roraima, eles tiram toda a nova documentação, como CPF, cartão do SUS e carteira de trabalho. Famílias venezuelanas membros da igreja são transportados até Boa Vista e ficam alojados em abrigos da congregação.
“A ideia é dar todo o suporte a eles. Estão ficando aqui em casa. Aos poucos estamos ensinando Português, mas nós falamos Espanhol, pois eles não têm base de Português”.

De acordo com Edson, o pai, Luís Gilberto, que já trabalhava com refrigeração na Venezuela, já conseguiu emprego em Jardim e o filho Luis Eduardo já está matriculado para o ano letivo de 2019. “Vários membros da igreja estão ajudando para que eles consigam auto suficiência para tocarem a vida”, pontua.